Moneda Muerta (Los casos de Mike Daley y Rosie Fernández 15) 19 — Dá uma olhada nisso⁠—
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19 — Dá uma olhada nisso⁠—

— DÁ UMA OLHADA NISSO⁠—

Pete levantou os olhos do laptop. —Você não parece feliz.

— Passei o dia inteiro em reuniões com investidores de capital de risco—, falei.

Ele me lançou um sorriso de canto de boca. —Eles foram simpáticos?

— Eles eram ricos.

— Não tenho nada contra quem tenta ganhar um trocado.

— Ou um bilhão. Parece aposta pra mim.

— E é mesmo.

Ele estava sentado à mesa da sala de reuniões na Defensoria Pública às sete e quarenta e cinco da mesma noite.

Nady estava à sua frente, concentrada no laptop.

O onipresente Terrence “The Terminator” estava no cubículo do lado de fora do meu escritório.

O cheiro de pizza requentada e salada Caesar pairava no ar.

Pete levantou a mão. —Você conseguiu alguma coisa útil com os gênios que tomaram a brilhante decisão de investir na Deal Coin?

— Quase nada.— Resumi minhas conversas com Warren, Mitchell e McAllister.

Ele sorriu. —Alguma chance de ter convencido o McAllister a te convidar para a área VIP num jogo dos Giants?

— Infelizmente, não.

— Se você fosse rico o suficiente para estar nos grupos de donos dos Giants e dos Warriors, por que iria torrar dinheiro investindo numa aposta furada como a Deal Coin?

— Medo de ficar de fora. Os amigos ricos dele fizeram a mesma coisa.

— Ele admitiu que foi um erro?

— Sim.

— Que novidade.

Chegou—. —Você conseguiu alguma coisa sobre o Jack Emrich?

— Ele foi demitido do Deutsche Bank depois daquela confusão da Deal Coin.

— Preciso conversar com ele.

— Ele está em Londres, procurando investidores para um hedge fund que está montando. Volta na semana que vem.— A expressão dele ficou desconfiada. —Você acha mesmo que algum desses ricaços matou o Gore?

Parece improvável, mas nunca se sabe. —Precisamos analisar todos os ângulos. Podemos provar que os investidores da Deal Coin estavam na área próxima.

— Você está forçando a barra, Mick.

Tô sim. —Quero falar com as ex-mulheres do Gore e com a ex-namorada dele.

— As ex-mulheres estavam fora da cidade. Não temos indício de que a ex-namorada estava no Salesforce Park naquela noite, Mick.

— Não tô dizendo que elas mataram ele. Só conheciam tão bem quanto qualquer um. Talvez consigam esclarecer como ele estava se sentindo. E quero falar com a terapeuta dele.

— Vou localizar ela.

— Valeu, Pete.— Virei para Nady. —Tem algo nos vídeos de segurança que eu ainda não tenha visto?

— Talvez.— Ela abriu um vídeo no laptop. —Olha isso. Foi gravado às duas e vinte da manhã no térreo do Salesforce Transit Center.

Assisti ao vídeo. Um rapaz de rosto limpo, vestindo uma jaqueta corta-vento da Patagonia e calça preta, andava de um lado para o outro, como se procurasse alguém.

— Quem é ele?— perguntei.

— Não sei.

— O que ele tá fazendo ali?

— Também não sei. Parece que tá esperando alguém.

Ela adiantou cinco minutos o vídeo. O homem continuou andando de um lado para o outro. Olhava o celular a cada poucos segundos. Às duas e vinte e cinco, desistiu e foi embora.

— Tem vídeo dele lá em cima, no parque?— perguntei.

— Não.

— Continua procurando. Ele estava esperando no exato local abaixo de onde o Gore caiu ou foi empurrado.

— Pode ser só coincidência—, ela disse.

— Você não acredita em coincidências. Nem eu.— Olhei para Pete. —Mostra esse vídeo pros seus contatos da SFPD e vê se sabem quem é esse cara.

— Pode deixar, Mick.